sexta-feira, 19 de março de 2010

Ótimo início...

Se tudo continuar como está, consigo prever que este semestre será trabalhoso, porém muito prazeroso também! Além de me tranquilizar com a primeira aula referente ao estágio, tive uma grande alegria hoje, ao descobrir que terei todo o apoio possível da minha escola (que têm laboratório de informática) para realizar meu trabalho e principalmente contribuir com novas ideias e apresentar as "tais inovações" para a escola.
Claro que mudei radicalmente pois a princípio faria meu estágio com a educação infantil, mas como a situação mudou, agora o farei com o terceiro ano da escola em que estou trabalhando e que por coincidência ou não, estudei da primeira à quinta série.
Desta forma posso dizer que estou duplamente em estágio, pois é a minha primeira experiência com o ensino fundamental depois do meu estágio de magistério, mas posso afirmar que me encontrei e que estou muito feliz com este nível, com minha turma e até mesmo por poder proporcionar algo de bom e novo referente às tecnologias para os meus alunos e quem sabe pra comunidade.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Inclusão de surdos...

A inclusão dos surdos não tem como partir deles e sim dos outros, ou seja, uma pessoa surda não conseguirá falar a nossa língua, mas nós conseguiremos falar a língua deles. Isto é inclusão. Isto é pensar no próximo, mesmo que com os estudos que realizamos ficou nítido que um ouvinte nunca terá a habilidade de se comunicar em LIBRAS como um surdo, mas não se busca a perfeição neste sentido e sim o elo para ligar, para abrir caminho para a comunicação, o entendimento de um e de outro.
"A gaivota cresceu e voa com suas próprias asas. Olho do mesmo modo como que poderia escutar. Meus olhos são meus ouvidos. Escrevo do mesmo modo que me exprimo por sinais. Minhas mãos são bilíngües. Ofereço-lhes minha diferença. Meu coração não é surdo a nada neste duplo mundo..."
O vôo da gaivota Emmanuelle Laborrit

Importância do zero aos quatro...

Lendo um artigo que saiu na Zero Hora da última sexta-feira (18/12) sobre a Educação na Infância reafirmei a minha opinião sobre importância da Educação Infantil. Este tema foi discutido em um seminário promovido pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), no Rio de Janeiro por especialistas do mundo inteiro, e chegou-se a conclusão de que o período do 0 aos 4 anos é fundamental para o desenvolvimento da criança. “... o que acontece com as crianças dos zero aos quatro anos é tão importante que, para o pesquisador, deveria estar no foco das políticas públicas voltadas à educação – muito mais inclusive, do que à alfabetização de adultos: -Não é que não se aprenda mais nada depois, mas nessa fase existem condições biológicas que devem ser exploradas para que a criança atinja um desenvolvimento pleno. Se isso não acontece, fica mais difícil depois.”
De certa forma eles têm razão, pois se aplicássemos mais esforços na E. Infantil, não haveria EJA mais tarde. Não estou deixando de pensar nos objetivos da educação de jovens e adultos, nem tirando o seu valor e muito menos falo com falta de conhecimento sobre os motivos que fazem a EJA existir, como falta de condições principalmente socioeconômicas, não é isso. Mas se olharmos para dentro das creches naqueles bairros mais pobres e compararmos uma criança que frequenta a escola e outra que não? A que conclusão chegaríamos? Elas teriam e têm as mesmas condições de desenvolver-se física e mentalmente? Penso que não e aqui é que a escola se torna fundamental, não estamos ali “só” para cuidar, como muitos pensam e sim para oferecer o mínimo de estímulo para crianças que às vezes não têm nada.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Projetos...

Respondendo a provocação da Sibicca, sobre "o que é muito além do que eu imaginava trabalhar com projetos"... compreendi que o trabalho com projetos é muito mais complexo do que eu imaginava, demanda pesquisas, envolvimento e grande conhecimento da realidade em que o aluno está inserido, que não é apenas uma escolha aleatória de um tema e seguir de modo individual naquela idéia, mas sim é interação, diálogo e cooperação de todas as partes envolvidas.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Preferência...

Respondendo ao questionamento da Sibicca, sobre com qual dos autores me identifico mais se com Freinet ou Montessori, fico com Freinet. Pois ele tinha uma visão muito real da importância do trabalho em grupo, e de estratégias para fugir da rotina. Toda vez que penso no meu planejamento, penso em movimento, em saídas para observar algo ou até mesmo buscar informações fora da sala. Afinal este tipo de atividade capta a atenção do aluno e faz com que ele se tornem mais participativos e interessados nas questões abordadas. E assim como ele, que inventou tudo que é objeto por falta de recursos, eu também me desdobro para conseguir materiais e muitas coisas utilizamos sucatas, é claro que não se compara às invenções dele, mas lembra o seu espírito.
Também não posso negar que esta posição da Montessori de que a criança precisa de liberdade para aprender não feche com o meu pensamento, pois o que mais gosto de presenciar é como os alunos se organizam e aproveitam os espaços da escola, nada de sentar a manhã inteira sem poder sair do lugar! Afinal movimento também é expressão.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Menino Selvagem

O filme O Menino Selvagem, mostrou com riqueza de detalhes o quanto uma pessoa interessada em ajudar pode fazer a diferença e olhando por este lado, é impressionante a perseverança do doutor Itard em ajudar Victor, o menino que foi encontrado na floresta, que cresceu no meio de animais, longe do contato com humanos e por isso sem nenhum meio de saber como portar-se ou mesmo sem saber se expressar, da forma como nós "civilizados" entenderíamos. Cabe aqui uma comparação com aquelas situações com as quais nos deparamos ao longo da vida escolar, que recebemos alunos muitas vezes não tão "civilizados" para os nossos padrões, mas que sabemos que foram criados de uma forma rude e muitas vezes sem o mínimo de cuidados. Este aluno chega na maioria das vezes agressivo e sem paciência, pois não sabe se expressar de outra forma e cabe a nós professores, o dever de ter esperança, de não desistir e festejar cada pequeno avanço no sentido de progresso.
Pode parecer um exagero fazer esta comparação, mas às vezes o exagero do descuido e a irresponsabilidade de alguns pais, faz-se presente nas escolas.

Freinet e Montessori

Hoje realizando as leituras sugeridas da interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação, pude compreender um pouco mais as idéias de Célestin Freinet e Maria Montessori. Cada um teve a sua importância, assim como cada um pensava no desenvolvimento cognitivo do aluno de forma diferente, ou seja, enquanto Freinet trabalhava com seus alunos de forma espontânea e em grupo, pensando ser este o melhor caminho para a aprendizagem, Montessori preferia o trabalho individual ou em pequenos grupos, acreditando que cada criança carrega em si a capacidade de aprender sozinha, desde que estimulada a isto.
Não posso deixar de mencionar que os dois tiveram uma grande importância em termos de modificar a educação, mais precisamente as aulas. Enquanto Freinet foi o responsável por criar várias coisas que utilizamos em nossas aulas como os cantinhos, tão necessários na educação infantil, os textos livres, a correspondência, entre outros, Montessori foi responsável pela criação da mobília adaptada para os pequenos e principalmente pela criação do material dourado, tão explorado nas séries iniciais e pela luta da idéia de liberdade nas salas de aula.
Enfim, ler sobre suas lutas e criações, foi inspirador e gratificante, por saber que realizo em sala, pelo menos um pouco do que estes pensadores idealizaram.